CAMPANHA DE VACINAÇÃO CONTRA A GRIPE – 2014

Vacina-Gripe- (5)A campanha nacional de vacinação contra a gripe deste ano será realizada de 22 de abril a 9 de maio.
O público-alvo da campanha é de 49,6 milhões de pessoas e a meta do Ministério da Saúde é vacinar 80% desta população, considerada de risco para complicações por gripe.

Além das crianças de seis meses a menores de cinco anos, integram este grupo pessoas com 60 anos ou mais, trabalhadores de saúde, povos indígenas, gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto), população privada de liberdade e os funcionários do sistema prisional.
As pessoas portadoras de doenças crônicas não transmissíveis ou com outras condições clínicas especiais também devem se vacinar.

O secretário de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa, destacou a importância do lançamento da campanha neste período que antecede o inverno, estação mais propícia para a gripe. “A criação de anticorpos ocorre entre duas e três semanas após a aplicação da dose. Por isso é importante que as pessoas procurarem a vacinação no período da campanha. Assim, quando chegar o inverno, estarão protegidas”, afirmou Barbosa.
Vacina-Gripe- (4)

O período de maior circulação da gripe é de final de maio a agosto. O secretário ressaltou que a vacina contra a influenza é diferente das demais porque tem efeito limitado, ou seja, é elaborada apenas no período da sazonalidade.
A vacina contra gripe é segura e reduz as complicações que podem produzir casos graves da doença, internações ou, até mesmo, óbitos.

As pessoas com doenças crônicas devem apresentar prescrição médica no ato da vacinação. Pacientes cadastrados em programas de controle das doenças crônicas do Sistema Único de Saúde (SUS) deverão se dirigir aos postos em que estão registrados para receberem a vacina, sem a necessidade de prescrição médica.

Vacina-Gripe- (3)A transmissão dos vírus influenza acontece por meio do contato com secreções das vias respiratórias, eliminadas pela pessoa contaminada ao falar, tossir ou espirrar. Também ocorre por meio das mãos e objetos contaminados, quando entram em contato com mucosas (boca, olhos, nariz).
A adoção de cuidados simples, como lavar as mãos várias vezes ao dia, cobrir o nariz e a boca ao tossir e espirrar, evitar tocar o rosto e não compartilhar objetos de uso pessoal  serve como medida de prevenção para evitar a doença.

Também é importante lembrar que, mesmo pessoas vacinadas, ao apresentarem os sintomas da gripe – especialmente se são integrantes de grupos mais vulneráveis às complicações – devem procurar, imediatamente, o médico. Os sintomas da gripe são: febre, tosse ou dor na garganta, além de outros, como dor de cabeça, dor muscular e nas articulações. Já o agravamento pode ser identificado por falta de ar, febre por mais de três dias, piora de sintomas gastrointestinais, dor muscular intensa e prostração.

Vacina-Gripe-
Após a aplicação da vacina, pode ocorrer, de forma rara, dor no local da injeção e eritema. São manifestações consideradas benignas, cujos efeitos passam, na maioria das vezes, em 48 horas. A vacina é contraindicada para pessoas com história de reação anafilática prévia em doses anteriores ou para pessoas que tenham alergia grave relacionada a ovo de galinha e seus derivados.

Categorias de risco clínico com indicação para vacina contra influenza

Categoria   de risco clínico Indicações

Doença

respiratória crônica

Asma   em uso de corticóides inalatório ou sistêmico (Moderada ou Grave);

DPOC;

Bronquioectasia;

Fibrose   Cística;

Doenças   Intersticiais do pulmão;

Displasia   broncopulmonar;

Hipertensão Arterial Pulmonar;

Crianças   com doença pulmonar crônica da prematuridade.

Doença

cardíaca crônica

Doença   cardíaca congênita;

Hipertensão   arterial sistêmica com comorbidade;

Doença   cardíaca isquêmica;

Insuficiência   cardíaca.

Doença renal crônica

Doença   renal nos estágios 3,4 e 5;

Síndrome   nefrótica;

Paciente   em diálise.

Doença

hepática crônica

Atresia   biliar;

Hepatites   crônicas;

Cirrose.

Doença neurológica crônica

Condições em que a função respiratória   pode estar comprometida pela doença neurológica;

Considerar as necessidades clínicas   individuais dos pacientes incluindo: AVC, Indivíduos com paralisia cerebral,   esclerose múltipla, e condições similares;

Doenças hereditárias e   degenerativas do sistema nervoso ou muscular;

Deficiência neurológica grave.

Diabetes Diabetes   Mellitus tipo I e tipo II em uso de medicamentos.
Imunossupressão

Imunodeficiência   congênita ou adquirida

Imunossupressão   por doenças ou medicamentos

Obesos Obesidade   grau III.
Transplantados

Órgãos   sólidos;

Medula   óssea.

Portadores

de trissomias

Síndrome   de Down, Síndrome de klinefelter, Sídrome de Wakany, dentre outras   trissomias.

Fonte:  http://www.blog.saude.gov.br/index.php

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